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BAHIA TERÁ PROGRAMA PARA RECUPERAR E FORTALECER A CADEIA PRODUTIVA DO DENDÊ

Bruna Carvalho - 11/11/2025 12:46 - Atualizado 11/11/2025

A Bahia deu o primeiro passo para a recuperação e o fortalecimento da cadeia do dendê no estado. Durante a reunião inaugural da Câmara Setorial do Dendê, realizada nesta segunda-feira (10), foram definidas as diretrizes de um programa que prevê melhorias na qualidade do fruto, valorização do azeite tradicional e apoio à agricultura familiar, especialmente na região do Baixo Sul.

Durante o encontro, além da definição das diretrizes do programa, que contemplará ações voltadas à melhoria da qualidade do fruto, à preservação da produção artesanal e à valorização do azeite tradicional, também ocorreu a posse dos membros e a eleição da nova presidência. O cargo será ocupado por Eraldo Correia Santos, presidente da Coopasul (Cooperativa de Produtores Rurais e Agricultores Familiares de Valença e Território Baixo Sul da Bahia).

O secretário da Seagri, Pablo Barrozo, que participou de forma virtual, destacou a importância estratégica do dendê para a economia e a cultura do estado. “Hoje demos um passo significativo para o fortalecimento dessa cadeia produtiva. A criação da Câmara Setorial permitirá a elaboração de ações concretas para impulsionar a produção do dendê na Bahia. Desejo boas-vindas a todos os membros e um excelente trabalho conjunto”, afirmou.

O presidente eleito da Câmara, Eraldo Correia Santos, ressaltou que a produção do fruto vem enfrentando queda nos últimos anos, devido a fatores como o surgimento de pragas e a falta de sucessores na atividade. “Lutamos há anos pela criação desta Câmara, que agora nos permitirá avançar na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor”, declarou.

Entre as vertentes do programa estão o controle de pragas, adoção de novas tecnologias, assistência técnica, busca por Indicação Geográfica (IG), estudos de mercado para consumo interno e exportação, além da implantação de iniciativas de turismo rural.

Em 2024, a Bahia ocupou o terceiro lugar no ranking nacional de produção de dendê, com 40.720 toneladas. O desempenho foi impulsionado por municípios como Jaguaripe (14.711 t), Valença (6.744 t), Ituberá (4.584 t) e Taperoá (4.488 t). O Pará segue líder nacional, com mais de 3 milhões de toneladas, voltadas majoritariamente para o setor de biocombustíveis.

O diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, destacou o caráter singular do dendê baiano. “O azeite produzido aqui carrega uma forte tradição cultural, é base da culinária de matriz africana e do trabalho das baianas do acarajé. Queremos fortalecer essa cultura, valorizando o sabor, o aroma e as características únicas do dendê da Bahia.”

A próxima reunião da Câmara Setorial do Dendê está marcada para 3 de dezembro, durante a Fenagro 2025, no Parque de Exposições de Salvador, na Avenida Luís Viana Filho (Paralela).

Foto: Divulgação

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