

A Justiça Eleitoral deu prazo de 48 horas para a Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, explicar problemas relatados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na divulgação de conteúdos eleitorais. A solicitação foi feita após a equipe petista denunciar possíveis restrições ao perfil do candidato durante o segundo turno presidencial.
Segundo os representantes da campanha, o perfil de Lula ficou impedido de impulsionar publicações no Instagram entre sexta-feira (9) e a manhã de sábado (10). A equipe afirma que a indisponibilidade prejudicou a estratégia de divulgação em um período considerado importante para alcançar eleitores.
A reclamação também cita episódios anteriores, relatados desde dezembro de 2025, como a interrupção na contagem de visualizações de uma publicação oficial e problemas relacionados à conta de anúncios. Para a campanha, a sequência de ocorrências precisa ser esclarecida pela plataforma.
A Meta rejeitou as acusações e classificou como falsas as alegações de interferência eleitoral. A empresa afirmou que os problemas técnicos mencionados não atingiram exclusivamente usuários brasileiros nem foram direcionados a candidatos específicos. Também declarou cumprir as regras eleitorais vigentes.
Com o pedido de esclarecimentos, a empresa deverá apresentar informações técnicas sobre os episódios questionados. A solicitação da Justiça Eleitoral, porém, não representa uma conclusão de que houve interferência ou favorecimento na disputa.
Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula



