

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve deixar para depois do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, a análise do recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro contra sua condenação.
A informação foi divulgada pelo gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, responsável pela relatoria do caso. A decisão de não antecipar o julgamento ocorre em meio ao período eleitoral e busca evitar possíveis impactos da decisão sobre o pleito.
Antes de chegar ao julgamento no Supremo, o processo ainda precisa receber um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). Depois dessa etapa, caberá ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, definir quando o caso será levado ao plenário da Corte.
A defesa de Bolsonaro apresentou uma revisão criminal para contestar a condenação de 27 anos e três meses de prisão determinada pela Primeira Turma do STF no processo que investigou uma tentativa de golpe de Estado.
O recurso foi encaminhado a Nunes Marques, que integra a Segunda Turma do Supremo. O colegiado também é formado pelos ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.
Nunes Marques e Mendonça foram indicados para o STF durante o governo Bolsonaro.
O julgamento da revisão criminal, porém, deverá ocorrer no plenário, formado pelos ministros que integram as duas turmas da Corte e atualmente presidido por Edson Fachin.



