

A soltura de Jair Bolsonaro (PL) antes do segundo turno é uma possibilidade remota, segundo declarou o ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), feita nesta quarta-feira (7). O magistrado avalia que a liberdade do ex-presidente pode interferir nas eleições.
Em nota, Kassio disse ainda que pretende levar a discussão para o plenário da corte. O comunicado foi divulgado após reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelar que o magistrado pretende julgar uma ação que pede a soltura de Bolsonaro logo após o segundo turno.
Segundo a reportagem, Kassio avalia libertar o ex-presidente com uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é o de que o caso seja levado ao plenário para uma análise conjunta do colegiado. Nesta quarta, o ministro confirmou sua intenção de levar o caso ao plenário, “que é o órgão competente”.
“E a data desse julgamento, se for a plenário presencial, depende do presidente do Supremo Tribunal Federal”, disse o gabinete do magistrado.
Kassio é relator do processo de revisão criminal protocolado pela defesa de Bolsonaro. A ação busca modificar a condenação do líder bolsonarista por envolvimento no plano de golpe. A ação já teve um parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), que disse que o tema está pronto para ser julgado.
*Informações da Folha de SP
Foto: Gustavo Moreno/STF.