

A Bahia apresentou o menor índice de eficiência entre os estados do Nordeste e ficou na 21ª posição entre as 26 unidades da Federação avaliadas pelo Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F). O levantamento foi elaborado pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha e divulgado neste domingo (20).
O ranking busca medir a capacidade dos governos estaduais de transformar os recursos públicos disponíveis em resultados para a população. A Bahia registrou índice de 0,301, em uma escala de 0 a 1, ficando à frente apenas de Amazonas, Pará, Roraima, Acre e Amapá.
A metodologia considera indicadores de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças, relacionados à Receita Corrente Líquida (RCL) per capita de cada estado. Educação e saúde recebem peso maior no cálculo. O estudo também classifica os estados em faixas de eficiência de acordo com o resultado obtido.
O Paraná liderou o ranking, com índice de 0,734, seguido pelo Ceará, com 0,665, e por São Paulo, com 0,637. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 0,612, e Piauí, com 0,596.
Entre os estados nordestinos, o Ceará ficou na segunda colocação geral, enquanto Piauí, Paraíba, Pernambuco, Maranhão, Sergipe, Alagoas e Rio Grande do Norte também aparecem à frente da Bahia na classificação.
O levantamento aponta ainda que uma maior disponibilidade de recursos não significa, necessariamente, maior eficiência na prestação dos serviços públicos. O Ceará, por exemplo, aparece na segunda posição nacional mesmo apresentando a menor receita corrente líquida por habitante entre os estados. Por outro lado, Amapá, Acre e Roraima estão entre as últimas posições apesar de terem receitas per capita superiores.
Na comparação regional, o Sul apresentou a maior média de eficiência, enquanto o Norte registrou a menor. O estudo destaca que os resultados devem ser analisados a partir da relação entre os recursos disponíveis e os serviços entregues à população.



