

A Petrobras pode distribuir cerca de US$ 3,8 bilhões em dividendos referentes ao terceiro trimestre de 2026, segundo estimativa da XP Investimentos. O valor projetado é superior aos US$ 3,4 bilhões pagos pela companhia no trimestre anterior.
A previsão ocorre mesmo diante da expectativa de redução do resultado operacional da estatal. A XP estima um Ebitda de US$ 17,8 bilhões entre julho e setembro, cerca de US$ 2 bilhões abaixo do registrado no período anterior.
De acordo com a análise, um dos fatores que influenciam o desempenho é a manutenção dos preços dos combustíveis no mercado interno, mesmo com a alta das cotações internacionais dos derivados. Por outro lado, a geração de caixa operacional deve apresentar crescimento de aproximadamente US$ 600 milhões na comparação trimestral, impulsionada principalmente pelo recebimento de subsídios relacionados aos combustíveis.
A produção média de petróleo da Petrobras também deve contribuir para os resultados. A XP projeta aumento de 5% no volume produzido em relação ao segundo trimestre, com destaque para a maior produção no campo de Búzios.
No segundo trimestre, a companhia acumulou aproximadamente US$ 1,5 bilhão em subsídios. Para o terceiro trimestre, a estimativa da XP é de que esse montante chegue a US$ 3,2 bilhões. Como os valores são recebidos posteriormente, eles podem exercer pressão sobre o capital de giro da empresa no curto prazo.
A projeção de US$ 3,8 bilhões em dividendos corresponde a aproximadamente US$ 0,59 por ADR e a um dividend yield estimado de 2,8%. Para a XP, o mercado pode estar considerando um potencial de distribuição menor do que o projetado pela instituição.
A corretora também considera a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários. A administração da Petrobras, no entanto, descartou essa alternativa neste momento. O assunto poderá ser reavaliado após a divulgação do novo Plano de Negócios da companhia, prevista para o fim de novembro ou o início de dezembro.
A XP também estima que uma eventual redução dos juros para 12% até o final de 2027 poderia resultar em valorização de 23% das ações da Petrobras, de acordo com as projeções apresentadas pela instituição.
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