

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta sexta-feira (18) de uma agenda voltada à segurança pública no Complexo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro. O encontro reuniu representantes das forças de segurança federais, estaduais e municipais para tratar de ações conjuntas contra o crime organizado.
Durante o evento, Lula voltou a defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que prevê mudanças nas atribuições da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na área. O texto-base da proposta foi aprovado no início deste mês pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Segundo o presidente, a medida pode contribuir para definir as responsabilidades de cada esfera de governo no enfrentamento às organizações criminosas. Lula também defendeu o trabalho das forças policiais e questionou decisões judiciais que resultam na libertação de pessoas presas por crimes.
O presidente afirmou ainda que o governo federal atua em três frentes consideradas prioritárias: dificultar a logística das organizações criminosas, recuperar áreas sob domínio desses grupos e ampliar a participação dos municípios nas ações de segurança.
Durante o discurso, Lula também abordou a discussão sobre a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na ocasião, relacionou o conceito de terrorismo de Estado a episódios envolvendo a tentativa de golpe de Estado no Brasil.
Lula anunciou também que, em caso de reeleição, pretende transformar 138 unidades prisionais em estabelecimentos de segurança máxima. A proposta foi apresentada durante a agenda no Rio.
As medidas anunciadas fazem parte de uma articulação entre o governo federal e o estado do Rio de Janeiro. Os acordos firmados neste mês têm entre os principais objetivos ampliar as ações contra o crime organizado e reforçar a segurança em áreas estratégicas, como a Avenida Brasil, a Linha Vermelha, a Linha Amarela e os acessos ao porto e aos aeroportos da capital.
A estratégia prevê a atuação conjunta das forças de segurança, com integração de informações, compartilhamento de dados e utilização de inteligência para combater grupos criminosos e proteger vias consideradas essenciais para a circulação de pessoas e mercadorias.
Foto: Ricardo Stuckert



