

Os atrasos nas obras da Fiol 2 (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), entre Caetité e Barreiras , preocupam o TCU (Tribunal de Contas da União) pelo risco de influência na modelagem da concessão do Corredor Ferroviário Leste-Oeste, que prevê a integração da ferrovia com a Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste).
O problema é o Lote 6, que liga a região dos municípios baianos de Correntina / São Félix do Coribe até o trecho de acesso em Bom Jesus da Lapa / Serra do Ramalho.
O lote é considerado fundamental para a conexão da Fiol com a Fico e, consequentemente, para a formação do corredor ferroviário entre Bahia, Goiás e Mato Grosso.
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) trabalha na modelagem da futura concessão do Corredor Fico-Fiol, que segundo o ministro dos Transportes, George Santoro, será enviada ao tribunal ainda este ano e novos atrasos nesse trecho podem ter reflexos diretos sobre a estruturação do projeto.
Após auditoria, a corte aprovou nesta quarta-feira (16) uma determinação e fez recomendações à Infra S.A. para o avanço das obras. Além de frentes paralisadas, a fiscalização identificou problemas em uma ponte já em construção, que apresenta riscos estruturais e precisará de intervenções.
A Infra S.A já celebrou CAC (Compromisso de Ajustamento de Conduta), e estabeleceu novo cronograma, com o Consórcio formado pelas empresas TCE Engenharia e TIISA. E estabeleceu a conclusão das obras para dezembro de 2027, além de sanções progressivas em caso de novos descumprimentos.
Etapas relevantes já foram executadas, a terraplenagem tem 80% pronto, mas há riscos de novos atrasos diante das dificuldades financeiras e jurídicas enfrentadas pela Tiisa, que está em recuperação judicial. Por isso, o Tribunal recomendou que a Infra S.A. reforce o acompanhamento do CAC.
A análises e autorizações ambientais específicas em áreas de caverna na região também atrasam o projeto e o TCU recomendou que a Infra S.A. busque articulação direta com concessionárias de serviços públicos e órgãos licenciadores para superar esses quadros.
E para completar tem uma ponte sobre o Riacho Desvio de Pedras, que precisa de reparo na estrutura do talude com objetivo de estabilizá-lo. A preocupação decorre, segundo os técnicos, da diferença entre o que foi construído e o projeto original. Com informações da Agência Infra.
Foto: Elói Corrêa/Governo da BahiA



