

Uma operação da Polícia Civil prendeu três pessoas em Salvador, nesta terça-feira (15), suspeitas de participação em um esquema de criação e negociação de títulos de crédito e recebíveis fraudulentos. O grupo teria movimentado mais de R$ 32 milhões e causou prejuízo superior a R$ 15 milhões.
A ação policial efetuou a prisão de um contador apontado como principal articulador do esquema, uma administradora que, segundo a investigação, atuava na área financeira e contábil, e uma médica-veterinária que teria participado da movimentação patrimonial e societária das empresas investigadas.
Caio Vinícius que é apontado pela polícia como o principal investigado no esquema foi preso no bairro de Jardim Armação. Segundo as investigações, ele atuava nas áreas financeira e comercial e era responsável pela criação, falsificação e negociação dos títulos.
De acordo com a polícia, Caio também participava dos chamados autopagamentos, quando recursos de empresas ligadas ao grupo eram utilizados para quitar parte dos próprios títulos. A prática teria ajudado a criar uma aparência de capacidade financeira e permitido a negociação de novos documentos.
A investigação aponta ainda que, mesmo depois de as primeiras irregularidades serem identificadas, ele teria apresentado uma nova carteira de títulos fraudulentos, no valor de R$ 17 milhões.
Administradora e ex-esposa de Caio Vinícius, Kaliana foi presa no bairro do Jardim das Margaridas.
Segundo a investigação, ela atuava na área financeira e contábil das empresas utilizadas no esquema. Os autos apontam que a administradora participava da manipulação de balanços e de informações financeiras para dar aparência de solidez econômica aos negócios.
A polícia também investiga a relação entre a atuação de Kaliana e a estrutura utilizada para a emissão e negociação dos títulos considerados fraudulentos.
Médica-veterinária e atual esposa de Caio Vinícius, Adriana foi presa durante a operação. Segundo a polícia, ela tinha atuação principalmente nas áreas patrimonial e societária do grupo.
Um dos pontos investigados é a transferência, em março de 2026, da totalidade das cotas de uma empresa, avaliadas em R$ 1 milhão, para Adriana.
A movimentação ocorreu enquanto a investigação já estava em andamento. Para a polícia, a transferência pode ter relação com uma suposta separação simulada e teria como objetivo proteger o patrimônio e dificultar uma eventual recuperação de bens.
Publicações nas redes sociais, no entanto, indicaram que o casal continuava mantendo a relação e convivendo.
*Com informações do site g1 Bahia.
Foto: Divulgação/ Policia Civil