

A Polícia Federal (PF) apontou que o Banco Regional de Brasília (BRB) transferiu R$ 12,2 bilhões ao Banco Master entre janeiro e maio de 2025, por meio da compra de carteiras de créditos supostamente fraudulentos atribuídos à empresa Tirreno. Segundo a investigação, a operação teria sido estruturada para “viabilizar e promover a liquidez” do Master, que enfrentava uma crise financeira.
De acordo com a PF, o Master teria simulado a aquisição de carteiras de créditos supostamente originadas pela Tirreno, empresa que, segundo a corporação, não possuía histórico financeiro compatível com os valores negociados. Posteriormente, o Master revendia os ativos ao BRB. Uma operação foi de R$ 6,7 bilhões e outra, classificada como “prêmio”, de R$ 5,5 bilhões.
Segundo a investigação, os R$ 12,2 bilhões correspondiam a 30% de todos os bens do BRB, o que seria um indício de que o banco público buscou amparar o Master durante a crise de liquidez. A PF afirmou ainda que não havia comprovação da existência dos créditos e que as operações não puderam ser vinculadas a fluxos financeiros reais.
A corporação também apontou que o BRB teria recebido alerta do Banco Central antes da operação. Segundo a PF, mesmo assim, os recursos foram transferidos e somente depois o banco concluiu pelo desfazimento do negócio.
A investigação afirma ainda que a intenção do BRB “sempre foi emprestar dinheiro ao Banco Master”, mas as limitações de exposição impediam uma transferência direta.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil



