

Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alencar Santana (PT-SP) apresentaram uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra Nikolas Ferreira (PL-MG). No documento, os parlamentares pedem que o deputado seja declarado inelegível por oito anos e também solicitam a cassação de seu registro ou eventual diploma eleitoral.
A iniciativa ocorre após Nikolas publicar nas redes sociais um documento apresentado como sendo da Polícia Federal e que indicaria não haver elementos para apontar crimes envolvendo o parlamentar e o empresário Daniel Vorcaro, alvo de investigação da Operação Compliance Zero.
A Polícia Federal, porém, negou a autoria do material divulgado pelo deputado.
A publicação ocorreu em 3 de setembro, depois que vieram a público reportagens sobre conversas mantidas entre Nikolas e Vorcaro. O conteúdo chegou a ser compartilhado nas contas oficiais do deputado no Instagram e no X, plataformas nas quais ele reúne milhões de seguidores, mas acabou retirado posteriormente.
Segundo um laudo citado na representação, o arquivo divulgado apresenta diferenças em relação a um documento verdadeiro elaborado pela Polícia Federal. Os parlamentares apontam inconsistências no conteúdo, nas datas e na estrutura, além de elementos de identificação que estariam ausentes, como assinatura, matrícula funcional e número do procedimento.
Na avaliação dos autores da representação, a divulgação do documento pode ser enquadrada como possível abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Eles também pedem que sejam investigadas eventuais responsabilidades criminais relacionadas à falsificação e ao uso de documento falso, além da disseminação de informações consideradas inverídicas no contexto eleitoral.
Nikolas Ferreira declarou posteriormente que não sabia que o documento era falso e afirmou ter compartilhado um material que já circulava e havia sido publicado por terceiros.
A representação encaminhada à PGE ainda será analisada pelas autoridades competentes. O pedido, por si só, não significa que Nikolas tenha sido declarado inelegível ou que a Justiça Eleitoral tenha reconhecido qualquer irregularidade em sua conduta.
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados



