

Em meio à crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), apenas o presidente da Corte, Edson Fachin, participou da cerimônia de 7 de Setembro na tribuna de honra ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília.
Tradicionalmente convidados para acompanhar o desfile com o presidente da República, os demais ministros do STF não compareceram ao evento deste ano.
A ausência ocorre poucos dias após o agravamento do conflito público entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, relacionado a investigações sobre o Banco Master.
A tensão aumentou na terça-feira (1º), quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reunia mensagens e registros de contatos entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Posteriormente, Moraes pediu a investigação de Mendonça e apontou possíveis irregularidades na atuação do colega em apurações relacionadas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O caso passou a ser analisado por Fachin, que deverá avaliar os próximos passos e a possibilidade de levar os questionamentos ao plenário do Supremo.
O presidente Lula também tem procurado se manter distante do embate entre os ministros. Em declarações recentes, defendeu que os fatos sejam devidamente investigados e cobrou uma solução institucional para o caso, sem citar diretamente Moraes.
A ausência dos ministros do Supremo na tribuna presidencial durante o 7 de Setembro não é inédita.
Em 2025, nenhum integrante da Corte participou da cerimônia, realizada na mesma semana em que começou o julgamento de Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado.
Já em 2024, a presença foi maior, com participação de ministros como Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Edson Fachin.
Em 2023, Rosa Weber, então presidente do STF, esteve no desfile realizado durante o primeiro 7 de Setembro do terceiro mandato de Lula, meses após os ataques de 8 de Janeiro.
Foto: Breno Esaki/Metrópoles



