

Cerca de 100 estudantes da rede pública de Jacobina, no norte da Bahia, participarão de uma série de atividades voltadas à literatura, à arte e à acessibilidade a partir desta sexta-feira (4). As ações fazem parte do Projeto Costuras Literárias, que será desenvolvido até dezembro em seis escolas públicas do município.
A iniciativa busca aproximar crianças e adolescentes de diferentes linguagens artísticas enquanto aborda temas relacionados à inclusão e à convivência com as diferenças. A programação também contempla professores da rede municipal, que participarão de encontros de formação ao longo do projeto.
Entre as unidades atendidas estão escolas localizadas nos povoados do Velame, Pau Ferro e Malhadinha de Dentro, além da Comunidade Quilombola do Bairro da Bananeira e do Colégio Municipal Gilberto Dias de Miranda (Comuja), no bairro Félix Tomaz. A Escola Carlos Gomes, também situada na comunidade quilombola do Bairro da Bananeira, integra a programação.
Nas oficinas, os estudantes terão contato com contação de histórias, desenho, pintura, costura, música e teatro. Também serão utilizados materiais e recursos táteis e sensoriais para ampliar a participação dos alunos nas atividades.
O conteúdo será distribuído em quatro ciclos temáticos, que abordarão assuntos como convivência, autismo, deficiência visual e surdez. Para tornar as experiências mais acessíveis, as oficinas contarão com recursos como Libras, Braille e audiodescrição.
Antes do início das atividades com os estudantes, professores das instituições participantes começam a formação nesta terça-feira (1º). Ao todo, aproximadamente 100 profissionais da educação devem participar dos encontros, que serão realizados presencialmente uma vez por mês, com duração de quatro horas.
A capacitação combinará momentos teóricos e atividades práticas, com discussões relacionadas a situações enfrentadas no cotidiano das escolas. A proposta é contribuir para que os educadores ampliem as estratégias utilizadas em sala de aula e aprofundem o conhecimento sobre deficiência, diversidade e acessibilidade.
Para Gabriela Souza, idealizadora e coordenadora do Costuras Literárias, a iniciativa pretende contribuir para mudanças na forma como a inclusão é percebida no ambiente escolar, envolvendo não apenas os alunos, mas também os profissionais responsáveis pela educação.
Ao longo do projeto, a produção dos estudantes será transformada em livros, reunindo textos, desenhos e outros materiais elaborados durante as oficinas. As obras serão incorporadas às Bibliotecas Itinerantes do projeto e permanecerão disponíveis nas escolas participantes.
A expectativa é que a iniciativa deixe um legado que ultrapasse o período das oficinas, estimulando novas práticas, compartilhamento de conhecimentos e a formação de pessoas capazes de dar continuidade às ações de inclusão e acessibilidade nas comunidades atendidas.
Esta primeira edição do Projeto Costuras Literárias é realizada com patrocínio da Jacobina Mineração e do Instituto Pan American Silver, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Foto: Alex Félix



