

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (25), a falência da Oi, uma das empresas que marcaram a história da telefonia brasileira. A decisão ocorre após a companhia informar que não teria recursos suficientes para manter suas atividades e arcar com as despesas previstas até o fim de agosto.
A medida foi tomada depois de novas tentativas de preservar a recuperação judicial da empresa. Bancos credores, entre eles Itaú Unibanco e Bradesco, haviam recorrido à Justiça na tentativa de impedir a decretação da falência.
A Oi enfrenta uma grave crise financeira, com dívidas superiores a R$ 44 bilhões e aproximadamente 164 mil credores. Documentos apresentados no processo também indicam patrimônio líquido negativo de mais de R$ 22,6 bilhões.
A situação da companhia se agravou nos últimos meses, com fornecedores suspendendo serviços por falta de pagamento. A empresa também passou a cumprir apenas parte de alguns contratos enquanto buscava alternativas para manter as operações.
Na semana passada, a Oi fechou um acordo para reduzir em cerca de 60% seu quadro de funcionários. As verbas rescisórias dos trabalhadores desligados deverão ser pagas de forma parcelada em dez vezes. Antes dos cortes, o grupo contava com aproximadamente 2 mil empregados.
A falência representa mais um capítulo na longa crise financeira da Oi, que durante décadas ocupou posição de destaque no mercado brasileiro de telecomunicações.
Foto: Reprodução



