

A força e o pioneirismo das heroínas da Independência da Bahia marcaram o último dia do 3º CONAMP Mulher, nesta sexta-feira (21), no Trapiche Barnabé, em Salvador. A palestra “Reflexos das Heroínas da Independência Baiana na Cultura Feminina Atual”, conduzida pelo historiador Ricardo Carvalho, resgatou as trajetórias de Joana Angélica, Maria Felipa e Maria Quitéria e destacou também a participação de centenas de mulheres anônimas no processo de emancipação baiana.
Ao presidir a mesa, uma das principais representantes do Ministério Público destacou que o legado dessas mulheres deve inspirar a atuação institucional na defesa dos direitos femininos. Segundo ela, apesar dos avanços legais, “a igualdade legislada ainda não é a igualdade vivida”, diante da permanência da violência, da opressão e das dificuldades enfrentadas pelas mulheres para ocupar e permanecer em espaços de poder.
A programação também contou com a apresentação do projeto “Rei e Rainha Azeviche”, da Escola Municipal Cônsul Schindler, de São Caetano, iniciativa voltada ao combate ao racismo e à valorização da cultura afro-brasileira. Cerca de 30 estudantes da Escola Municipal Suzana Imbassahy, de Macaúbas, também acompanharam os debates.
A mesa reuniu as promotoras de Justiça Ana Maria Magalhães de Carvalho (MP-PA), Márcia Regina dos Santos Virgens e Marly Barreto de Andrade (MPBA), além da procuradora-geral do município de Salvador, Isabela Manso Cabral.
Foto: Adriano Assis



