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OAB-BA PROMOVE DEBATE SOBRE JUSTIÇARACIAL E PROTAGONISMO DE MULHERES NEGRAS

Hugo Leite - 20/08/2026 11:50

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Bahia (OAB-BA), por meio da Comissão de Promoção da Igualdade Racial (CPIR), realizou, nesta quarta-feira (19), o II Congresso da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

Com o tema “Justiça racial e interseccionalidades: desafios para a construção de uma democracia verdadeiramente inclusiva”, o encontro ocorreu na Unifacs Campus Tancredo Neves e reuniu advogadas, estudantes, profissionais de diferentes áreas e representantes do movimento de mulheres negras para um dia de debates, formação e troca de experiências.

Ao destacar o compromisso institucional com a promoção da igualdade racial, a presidente da OAB-BA, Daniela Borges, ressaltou a importância da presença de mulheres negras nos espaços de decisão.

“Esse evento traz um tema muito importante: pensar os desafios raciais no Brasil a partir da perspectiva da necessidade de uma democracia verdadeiramente inclusiva. Precisamos ter mulheres negras nos espaços de tomada de decisões para que a gente possa ter ações e políticas ainda mais efetivas na promoção da igualdade racial”, afirmou.

Encerrando a programação da 5ª edição do Julho das Mulheres Negras da OAB-BA, o congresso promoveu reflexões sobre justiça racial, interseccionalidade, direitos, território, bem viver, educação, produção do conhecimento e inovação. A secretária-geral da OAB-BA, Cléia Costa, chamou atenção para a dimensão coletiva da discussão.

“Estamos trazendo a possibilidade de refletir sobre temas muito importantes, a começar por justiça racial. No entanto, embora seja Julho das Mulheres Negras, com uma pauta de reflexões a partir da fala de mulheres, é um ambiente de discussão que interessa a toda a sociedade”, ressaltou.

A programação contou com painéis e oficinas dedicados a diferentes dimensões da justiça racial, além da conferência artístico-cultural de encerramento “Tambor Mulher é Tambor Justiça”, com a jornalista e educadora Víviam Caroline e o grupo Yayá Muxima.

Entre as discussões, o papel do Sistema OAB na promoção da igualdade racial também esteve em pauta. Presidente da Comissão Nacional da Igualdade Racial e conselheira federal, Clara Arlene destacou a importância de reconhecer os avanços conquistados e, ao mesmo tempo, enfrentar os desafios que ainda permanecem.

“Discutir o papel do Sistema OAB na promoção da igualdade racial é reconhecer os avanços que já foram construídos, mas também os desafios que ainda precisamos enfrentar. Uma advocacia verdadeiramente antirracista exige compromisso institucional, formação permanente e a ampliação da presença de pessoas negras nos espaços de decisão, dentro e fora da Ordem”, declarou.

A diversidade de perspectivas que marcou o congresso também foi ressaltada pela presidente da CPIR da OAB-BA, Camila Carneiro. “Nos painéis, nas oficinas, em tudo o que a gente se propôs a trazer, vamos trabalhar com todas as nossas diversidades, com as pluralidades, com tudo o que a mulher negra latino-americana e caribenha pode trazer”, afirmou.

 

Foto: Divulgação/Angelino de Jesus.

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