

A Petrobras colocou na mesa de negociação com os credores da Braskem a possibilidade de conceder apoio comercial à companhia, com o objetivo de aliviar o capital de giro da petroquímica e ajudar a destravar um pedido de recuperação extrajudicial nos próximos dias.
Nada está definido ainda, e o formato, o prazo e os limites desse suporte continuam em discussão, conforme pessoas próximas às negociações e que falaram da condição de anonimato.
A alternativa apresentada pela Petrobras não envolveria um empréstimo nem a contratação de uma nova dívida financeira. A estatal, principal fornecedora de nafta da Braskem, poderia conceder prazo para o pagamento de compras que hoje são feitas à vista. Entre as possibilidades discutidas, está um prazo de até seis meses, sujeito a um limite para a exposição da Petrobras.
Se avançar, a medida permitiria à Braskem preservar caixa durante as negociações e ajudaria a responder à cobrança dos detentores de títulos no exterior, os “bondholders”, por uma participação mais efetiva dos acionistas no esforço de reestruturação.
A intenção é obter a adesão de credores titulares de ao menos um terço dos créditos que serão incluídos no processo para assim protocolar o pedido de recuperação extrajudicial antes de 24 de agosto, quando vence a tutela cautelar que protege a Braskem de cobranças e execuções.
Com a adesão de um terço dos credores, a Braskem poderá pedir uma nova suspensão das cobranças por 90 dias. Com informações do Valor Econômico.