

O vice de Flávio Bolsonaro (PL) na chapa à Presidência da República, Alfredo Gaspar (PL-AL), deve ver uma investigação contra si avançar no Supremo Tribunal Federal (STF), por suposto estupro de uma adolescente de 13 anos.
A acusação foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) no dia 27 de março, o último da CPMI do INSS — o parlamentar alagoano era relator.
Cerca de um mês depois, a Polícia Federal (PF) pediu ao STF para abrir um inquérito a fim de investigar a denúncia contra o deputado. O caso tem como relator o ministro Gilmar Mendes.
PGR
O magistrado, então, pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o caso, que tramita em sigilo. Desde então, segundo o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, não há notícia de que o procurador Paulo Gonet tenha se pronunciado sobre o tema.
A expectativa, agora, é de que o parecer da PGR seja divulgado em breve e que Gilmar autorize a abertura de inquérito contra o vice anunciado por Flávio Bolsonaro, tornando-o oficialmente investigado.
DEFESA
Gaspar nega as acusações e diz ser alvo de perseguição política em razão de sua atuação como relator da Comissão. Disse ainda que se submeteu a um exame de DNA para provar que é inocente.
Ele, inclusive, torce para que a Corte agilize a investigação contra ele com base em denúncia por suposto estupro de vulnerável.
Segundo interlocutores, Gaspar sempre defendeu a rápida abertura de apuração pela PF, justamente para provar que seria inocente de todas as denúncias. (ATarde)
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados



