

O Podemos decidiu não apoiar oficialmente nenhum candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A definição, que deve ser formalizada pela direção nacional da legenda, encerra as tratativas para uma possível aliança com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nos últimos dias, a presidente nacional do partido, deputada Renata Abreu (SP), consultou dirigentes sobre os caminhos que a sigla poderia seguir na disputa presidencial. Entre as alternativas discutidas estavam o apoio ao candidato do PL, uma eventual aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a manutenção da neutralidade. A última opção acabou prevalecendo.
A decisão frustra a estratégia do PL de ampliar sua base de apoio antes do encerramento do prazo das convenções partidárias. O Podemos era considerado um dos principais partidos cortejados pela campanha de Flávio Bolsonaro para integrar a coligação.
Apesar das conversas entre as duas legendas terem avançado nos últimos meses, não houve consenso interno no Podemos. Enquanto parte dos dirigentes defendia a aliança com o PL, outro grupo preferiu preservar a independência da sigla e evitar um posicionamento na disputa nacional.
Durante o fim de semana, Renata Abreu afirmou que qualquer definição seria tomada de forma coletiva e destacou que o foco do partido está no fortalecimento de suas candidaturas nas eleições deste ano. Nos bastidores, seu nome chegou a ser cogitado para compor a chapa presidencial como candidata à vice-presidência.
Com a decisão do Podemos, o PL intensifica as negociações para definir quem ocupará a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
Entre os partidos procurados pela legenda está o Republicanos. No entanto, a sigla também optou por permanecer neutra na disputa presidencial, dificultando a formação de uma aliança.
Outra tentativa envolveu a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) chegou a ser convidada para integrar a chapa, mas a direção nacional do Progressistas decidiu não participar da composição e também adotou uma posição de neutralidade.
Os partidos têm até esta quarta-feira (5) para realizar suas convenções e definir candidaturas. Caso não consiga fechar uma coligação dentro do prazo, o PL ainda poderá delegar à executiva nacional a escolha do candidato a vice, desde que sejam observadas as regras previstas pela legislação eleitoral para o registro da chapa.
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