

Os portos brasileiros desempenham papel estratégico na logística nacional, sendo responsáveis pelo escoamento da produção, abastecimento de insumos e integração do país ao comércio internacional. No primeiro semestre de 2026, diversos terminais registraram crescimento na movimentação de cargas, entre eles os portos públicos da Bahia, além de Santos (SP), Suape (PE), Itaqui (MA), Itajaí (SC) e os portos de Paranaguá e Antonina (PR).
Na Bahia, os portos administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) movimentaram 22,49% mais cargas entre janeiro e junho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.
O Porto de Salvador liderou a movimentação entre os terminais baianos, com 3,79 milhões de toneladas transportadas no semestre, crescimento de 20,94% em relação ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas importações, que avançaram 31,84%, enquanto as exportações cresceram 2,47%. Apenas em junho, o porto movimentou 703,9 mil toneladas, alta de 44,52% frente ao mesmo mês de 2025.
O Porto de Aratu-Candeias registrou o maior crescimento percentual entre os terminais da Codeba. Foram movimentadas 3,70 milhões de toneladas no primeiro semestre, aumento de 26,09% na comparação anual. As exportações quase dobraram, com alta de 95,77%, enquanto as importações cresceram 12,99%. Em junho, a movimentação alcançou 692,2 mil toneladas, avanço de 30,17% em relação ao mesmo período do ano passado.
Já o Porto de Ilhéus, no sul da Bahia, movimentou 89,9 mil toneladas no acumulado do semestre. Em junho, o terminal registrou 11,9 mil toneladas transportadas, crescimento de 0,64% na comparação anual. O destaque foi a operação inédita de embarque de óxido de magnésio, novo produto incorporado às atividades do porto. Ao todo, 8,7 mil toneladas da carga foram enviadas ao Porto de Nova Orleans, nos Estados Unidos.
Segundo a Codeba, os resultados refletem o fortalecimento da atividade portuária no estado e a ampliação da movimentação de diferentes tipos de cargas, contribuindo para o desempenho logístico e econômico da Bahia.
Foto: Elias Norberto



