terça, 04 de agosto de 2026
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FEIRA DE SANTANA É A CIDADE COM MAIS PICADAS DE COBRAS NA BAHIA

Hugo Leite - 04/08/2026 09:00

Feira de Santana ocupa o primeiro lugar entre as cidades com maior número de ocorrências por picada de serpentes peçonhentas na Bahia, seguida por Vitória da Conquista. Ainda que seja a segunda cidade mais populosa do estado, o ranking não está ligado diretamente ao número de habitantes. Apenas três dos maiores municípios do estado estão entre os dez com mais registros de acidentes com cobras.

Entre 2021 e julho de 2026, a Bahia registrou mais de 170 mil casos de picadas de serpentes peçonhentas. A maior parte dessas ocorrências é de cobras em que as vítimas não sabiam qual era a espécie – mais de 160 mil.

Logo em seguida, vêm os casos de picada por serpentes do gênero Bothrops, que reúne as espécies conhecidas popularmente como jararacas, caissacas, cotiaras e urutus. Somente desses animais, foram 10.838 registros nesse período.

As serpentes do gênero Crotalus vêm na sequência, com 1.331 registros na Bahia neste período. Consideradas serpentes de bote veloz e famosas por terem um longo alcance, elas são conhecidas popularmente como cascavéis.

Em terceiro lugar, vêm as cobras do gênero Micrurus, mais chamadas de corais, com 305 notificações. Os casos menos comuns na Bahia são os de picada de surucucu – elas fazem parte do gênero Lachesis e são encontradas em áreas de florestas tropicais. Elas tiveram 97 notificações neste período.

O que fazer

De acordo com o Ministério da Saúde, a primeira coisa a fazer após uma picada de cobra é acalmar a pessoa e afastá-la da serpente. O órgão recomenda retirar o sapato, anel, pulseira, fitas da vítima, ou qualquer outro objeto que possa causar compressão do membro afetado.

Se for possível, lave o local da picada com água e sabão. A vítima deve ser encaminhada o mais rápido possível para o ponto de atendimento de referência da região. Outra indicação é dar água para a vítima beber e procurar manter o membro atingido em uma posição elevada em relação ao corpo. Se possível, outra indicação é fotografar a serpente para ajudar na identificação.

Além disso, o Instituto Butantan, que é referência na produção de soros para picadas de animais peçonhentos no Brasil, reforça que não se deve fazer torniquetes, tentar cortar ou ‘sugar’ o veneno. Também não se deve aplicar nenhum produto sobre a ferida. Segundo o órgão, essas práticas podem piorar o quadro.

Ainda que possam variar de acordo com a espécie, segundo o Einstein Hospital Israelita, os sinais mais comuns de envenenamento por serpente são: hematomas, dor intensa, inchaço, sudorese, taquicardia, náusea, vômito, diarreia, alteração de sensibilidade, aumento de salivação e turvação visual.

Apesar do alto número de ocorrências, a maior parte das vítimas ficou curada. Segundo os dados do Sinan, foram mais de 146 mil pacientes que evoluíram para cura, entre os mais de 174 mil casos. No entanto, 259 pessoas morreram em decorrência da picada – dessas, a maioria (42 ocorrências) foram por picadas de jararacas. (Correio)

 

Foto: Reprodução

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