

Franco Baresi, um dos maiores zagueiros da história do futebol e eterno capitão do Milan, morreu nesta sexta-feira (31), aos 66 anos. A morte foi confirmada pelo clube italiano, que lamentou a perda de um dos maiores ídolos de sua história. A causa do falecimento não foi divulgada oficialmente, embora o ex-jogador tivesse enfrentado problemas de saúde nos últimos meses, após passar por uma cirurgia para a retirada de um nódulo pulmonar em 2025.
Em nota oficial, o Milan prestou homenagem ao ex-capitão. “Seu exemplo, sua liderança e sua grandeza permanecerão para sempre no DNA do Milan”, destacou o clube, que aposentou a camisa 6 em sua homenagem após sua aposentadoria, em 1997. Baresi também ocupava o cargo de vice-presidente honorário da equipe e seguia participando ativamente de eventos ligados ao clube.
Nascido em 8 de maio de 1960, em Travagliato, na Itália, Franco Baresi construiu uma carreira rara no futebol ao defender apenas um clube durante toda sua trajetória profissional. Foram 20 temporadas vestindo a camisa do Milan, entre 1977 e 1997, período em que disputou 719 partidas e conquistou 21 títulos, incluindo seis Campeonatos Italianos, três Copas dos Campeões da Europa (atual Liga dos Campeões), duas Copas Intercontinentais, três Supercopas da Europa e quatro Supercopas da Itália.
Pela seleção italiana, Baresi também escreveu seu nome na história. Foi campeão da Copa do Mundo de 1982, na Espanha, e capitão da equipe vice-campeã mundial em 1994, nos Estados Unidos. Na final contra o Brasil, retornou aos gramados apenas 25 dias após passar por uma cirurgia no joelho e atuou durante os 120 minutos da decisão, em uma das atuações mais marcantes de sua carreira, apesar da derrota italiana nos pênaltis.
Reconhecido pela inteligência tática, liderança e capacidade de antecipação, Baresi revolucionou a função de líbero e formou, ao lado de Paolo Maldini, Alessandro Costacurta e Mauro Tassotti, uma das defesas mais memoráveis da história do futebol. Ao longo da carreira, recebeu diversas honrarias individuais, foi incluído na lista FIFA 100, elaborada por Pelé, e é considerado um dos maiores defensores de todos os tempos.
A notícia da morte provocou uma onda de homenagens no futebol mundial. Clubes, ex-companheiros, adversários e dirigentes lamentaram a perda do ícone italiano. O Real Madrid, rival em diversas decisões europeias, divulgou nota de pesar, enquanto nomes históricos como Paolo Maldini exaltaram o legado deixado pelo eterno capitão rossonero.
Imagem: Gonzalo Marroquin/Patrick McMullan via Getty Imagem



