

A Borborema Recursos Estratégicos, empresa subsidiária da Australian Rare Earths, listada na Bolsa da Austrália, pretende investir R$ 3,6 bilhões para desenvolver, na Bahia, um projeto integrado de terras raras, indo da mineração até ao processo de transformação, ou seja, do minério ao óxido.
A ideia é viabilizar em etapas o processamento, fazendo do Brasil fornecedor não apenas de minério, mas também de produtos de maior valor agregado.
O presidente da empresa, Renato Gonzaga, disse em entrevista ao Broadcast/Estadão que o projeto principal é em rocha dura, com terras raras com teor altíssimo, até 100 vezes superior aos encontrados em mineralizações convencionais de argilas iônicas. A área tem quase 200 mil hectares, na Província Mineral Rocha da Rocha, no Recôncavo Sul da Bahia. A planta de concentração será em Ubaíra e Jiquiriçá, onde também está a mina. A operação deve começar no fim de 2029.
Segundo Gonzaga, o Brasil está começando na primeira etapa que é a concentração e elaboração do carbonato de terras raras. E que a segunda etapa — a separação dos óxidos virá com tempo, tecnologia e investimentos. Segundo ele, é algo que hoje não dominamos.