

Cinco empresas investigadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) receberam, juntas, pelo menos R$ 321 milhões em contratos firmados com a Prefeitura de Salvador entre 2015 e julho de 2026. O período engloba as gestões do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) e do prefeito Bruno Reis (União Brasil).
As empresas são alvo de uma operação que apura suspeitas de fraude em licitações, direcionamento de contratos públicos e superfaturamento. As informações foram divulgadas pela coluna da jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles.
Empresas investigadas
A empresa que mais recebeu recursos públicos foi a G3 Polaris Serviços, com R$ 124,8 milhões em contratos.
Na sequência aparecem:
Segundo o Ministério Público, uma das sócias da MP2 Construções seria utilizada como suposta “testa de ferro” do grupo investigado. Mesmo após o avanço das investigações, a empresa firmou novos contratos com o município e já recebeu R$ 1,68 milhão em 2026.
O que apura o MP
A operação foi deflagrada na última segunda-feira (13) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
De acordo com as investigações, o grupo teria causado um prejuízo estimado em R$ 38,3 milhões aos cofres públicos por meio de fraudes em licitações e contratos.
O MP sustenta que as cinco empresas compartilhavam estrutura operacional, recursos e interesses econômicos, funcionando como um único grupo para direcionar licitações e garantir pagamentos considerados irregulares.
Agentes afastados
Por decisão da Justiça, foram afastados dos cargos o secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes, e o vereador licenciado George Gordinho da Favela (PP).
Segundo o Ministério Público, ambos são investigados por suposta participação no esquema, que envolveria contratos da Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).
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