

A Oncoclínicas, que na Bahia controla Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB), a Clínica CAM, CEON e Memorial Itaigara e outros, protocolou, nesta madrugada, o pedido de recuperação extrajudicial (RE) para uma dívida de cerca de R$ 5,1 bilhões.
Segundo a companhia, a adesão hoje é de aproximadamente 37% dos créditos abrangidos, “percentual suficiente para o ajuizamento da recuperação extrajudicial e que demonstra apoio relevante aos esforços para viabilizar a reestruturação das obrigações financeiras”, diz nota da Oncoclínicas.
A companhia informou ainda que o plano poderá envolver uma capitalização pelos seus acionistas, conversão de parte dos créditos abrangidos em participação acionária, substituição de parte dos créditos por novas dívidas e alongamento do cronograma de amortização dos créditos.
A recuperação extrajudicial não abrange obrigações operacionais consideradas essenciais como fornecedor de medicamentos. E A rede de tratamento para câncer tem 90 dias para obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de RE.
Ao mesmo tempo, dá-se como certo no mercado que a IG4 Capital, gestora especializada em companhias em dificuldades, entraria na Oncoclínicas para promover a reestruturação da rede de tratamento para câncer.
A gestora de Paulo Mattos, que já está na Braskem e na Raízen, quer participar da próxima fase de negociações junto aos credores, mas impunha como condição o pedido de recuperação judicial, que foi protocolado. O valor do passivo é de R$ 5,1 bilhões.
Ainda segundo fontes, a IG4 planeja adquirir debêntures conversíveis em ações. A ideia inicial era colocar R$ 500 milhões na compra dos papéis.