terça, 14 de julho de 2026
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ROMA USA RELATÓRIO DO TCU PARA CRITICAR RUI COSTA E O NOVO PAC

Bruna Carvalho - 14/07/2026 08:13

O presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, utilizou um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) para criticar a condução do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), coordenado pelo então ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). Segundo o ex-ministro da Cidadania, o documento evidencia baixa execução das obras e investimentos previstos pelo governo federal.

De acordo com Roma, o relatório demonstra que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta dificuldades para transformar os recursos previstos em entregas efetivas à população.

“O relatório do TCU mostra exatamente o que os baianos já conhecem do PT: muita propaganda e pouca entrega. Não é falta de orçamento. Pelo contrário, o governo tem recursos, mas não consegue transformar esse dinheiro em obras, serviços e melhoria da vida das pessoas”, afirmou.

Segundo dados citados pelo dirigente do PL, o Novo PAC registrou, em 2025, o menor índice de execução entre os programas avaliados pelo TCU, com apenas 23,1% das entregas previstas concluídas. Na área da saúde, das 1.800 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) planejadas, apenas sete haviam sido entregues.

Para Roma, os números enfraquecem a imagem de eficiência atribuída a Rui Costa na coordenação do programa.

“O PAC era uma das principais vitrines do governo federal e estava sob a coordenação de Rui Costa. O próprio TCU mostra que houve muito anúncio e pouca entrega. Quem coordena um programa dessa dimensão precisa responder pelos resultados”, declarou.

O ex-ministro defendeu ainda que a administração pública priorize a conclusão das obras anunciadas.

“Não basta anunciar investimentos. É preciso executar, concluir obras e melhorar a vida das pessoas. É isso que a população espera de quem governa”, disse.

Roma também comentou declarações recentes de Rui Costa e afirmou que o ministro tem adotado uma postura inadequada no debate político.

“Ele está muito nervoso, muito nervosinho. Tem um jeito muito ríspido e até os próprios aliados já não têm essa simpatia por ele”, afirmou.

Ao responder críticas relacionadas ao seu local de nascimento, o presidente estadual do PL destacou que construiu sua trajetória política na Bahia e classificou como xenófobos os ataques recebidos.

“Todo mundo sabe que eu nasci em Recife e vim para cá há mais de 20 anos. Sou muito grato ao povo baiano pelas oportunidades que tive aqui”, declarou.

Roma acrescentou que a Constituição garante a qualquer cidadão o direito de disputar cargos públicos, independentemente do estado onde nasceu.

Foto: Divulgação

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