quarta, 08 de julho de 2026
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ZEMA PROPÕE CORTAR BOLSA FAMÍLIA DE QUEM RECUSAR EMPREGO

VICTOR OLIVEIRA - 08/07/2026 15:57

O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta quarta-feira (8), em Brasília, que pretende suspender o pagamento do Bolsa Família para beneficiários que recusarem três propostas de emprego consideradas compatíveis com seu perfil.

A declaração foi feita durante um evento promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo Zema, a proposta seria voltada para pessoas aptas ao trabalho e que não tenham a responsabilidade de cuidar de crianças ou idosos.

Além da exigência de aceitar uma vaga de emprego após a terceira oferta, o governador defendeu que os beneficiários concluam o Ensino Fundamental, o Ensino Médio ou um curso profissionalizante enquanto recebem o auxílio. “Se o Estado está pagando, o Estado pode exigir”, afirmou.

Zema disse ainda que pretende utilizar recursos tecnológicos para acompanhar o cumprimento das regras e afirmou que trabalhadores que aceitarem o emprego receberiam um incentivo financeiro de R$ 5 mil.

Durante o evento, o pré-candidato também criticou a política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), relacionando o recente aumento de tarifas anunciado pelos Estados Unidos às posições diplomáticas adotadas pelo Brasil. Ele defendeu a ampliação das relações comerciais com diferentes mercados e alertou para uma possível dependência da economia brasileira em relação à China.

Na área econômica, Zema voltou a defender um programa de privatizações, afirmando que pretende reduzir a participação do Estado na economia. Segundo ele, empresas estatais devem ser privatizadas para diminuir a influência política sobre essas estruturas.

O governador também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Caso seja eleito presidente, afirmou que pretende propor mudanças nas regras para indicação de ministros, incluindo a fixação de idade mínima de 60 anos para nomeação, restrições à escolha de pessoas próximas ao presidente da República e o fim das decisões monocráticas, tomadas individualmente por um único ministro.

Foto: Reprodução

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