

Hoje 08 de julho celebra-se o Dia Mundial da Alergia, uma data dedicada a promover a conscientização sobre a prevalência e a seriedade das alergias, e uma das mais comuns é a Alergia Alimentar, que afeta milhões de pessoas, globalmente, podendo causar reações que variam de leves, como rouquidão, até a anafilaxia, que pode ser fatal, se não houver socorro imediato.
Estima-se que até 10% da população mundial possa apresentar alergia alimentar, embora a prevalência varie conforme a faixa etária e os critérios diagnósticos utilizados. A condição é mais frequente nos primeiros anos de vida, especialmente entre crianças pequenas, mas também pode surgir ou persistir na adolescência, na idade adulta e entre idosos. Trata-se de uma resposta do sistema imunológico a proteínas presentes em determinados alimentos. Atualmente, mais de 120 alimentos já foram associados a reações alérgicas, embora um pequeno grupo seja responsável pela grande maioria dos casos, entre eles leite de vaca, ovo, amendoim, castanhas, trigo, soja, peixes, crustáceos e gergelim.
“A alimentação é a base da nossa saúde. Por isso, pacientes com alergia alimentar representam um grande desafio, inclusive para a saúde pública. No Brasil, os dados ainda são limitados e restritos a alguns grupos populacionais, o que dificulta uma avaliação mais precisa da nossa realidade. Mas sabemos que os casos têm aumentado de forma exponencial, e os alimentos envolvidos são comuns no nosso dia a dia, como leite de vaca, ovo de galinha, crustáceos, peixe, soja e trigo”, alerta o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e palestrante do CBN 2026. O especialista esclarece as perguntas mais frequentes.
Quais as principais causas da alergia alimentar?
A predisposição genética é um fator importante. Cerca de 50% a 70% dos pacientes possuem histórico familiar de alergias.
E os sintomas mais comuns?
As reações podem variar de pessoa para pessoa, surgindo logo após a ingestão ou algumas horas depois. Os sintomas podem incluir:
Como é feito o diagnóstico?
Por meio de uma avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais de sangue, diário alimentar e testes de exclusão dos potenciais alimentos causadores da alergia, sempre orientados por um profissional de saúde.
É importante ler os rótulos dos alimentos?
A leitura atenta dos rótulos é fundamental para evitar o consumo acidental de alérgenos. Deve se tirar qualquer dúvida, antes do consumo.
Cozinhar em casa elimina os riscos?
Mesmo em casa, é preciso atenção à contaminação cruzada. Utensílios, panelas e superfícies devem ser bem higienizados e lavar bem as mãos antes de preparar alimentos é essencial.
E ao comer na rua?
É importante sempre comunicar ao estabelecimento sobre a alergia. Isso vale para restaurantes, lanchonetes e até voos. Perguntar sobre os ingredientes dos pratos ajuda a evitar riscos.
Como agir em uma emergência?
Pessoas com histórico alérgico grave geralmente carregam medicamentos prescritos, para serem usados nas crises. Sempre deve se buscar ajuda médica, o mais rápido possível, principalmente diante de uma gravidade, como a anafilaxia, que tem um início súbito, pois o corpo reage de forma exagerada ao alérgeno (o alimento) e pode afetar vários sistemas do organismo e causar sintomas sérios, como dificuldade respiratória, inchaço, queda da pressão arterial e até uma parada cardíaca.
Há cuidados especiais com as crianças?
Crianças precisam ser orientadas pelos pais e aprender, precocemente, a identificar e evitar o que não podem comer e entender que não devem compartilhar alimentos na escola ou em outros ambientes sociais — uma tarefa que exige paciência e apoio. Professores e funcionários das instituições de ensino são importantes aliados e necessitam estar cientes sobre as alergias da criança, para saberem como agir, em caso de emergência.
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