

Começam nesta segunda-feira (6), em Washington, as audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para discutir a proposta de aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
A etapa é considerada decisiva por representar uma das últimas oportunidades para representantes do Brasil tentarem convencer o governo norte-americano a desistir da medida, que poderá impor tarifas de até 37,5% sobre parte das exportações brasileiras.
Entre os participantes das audiências estão representantes da indústria, do agronegócio e o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
As manifestações serão analisadas pelo USTR antes da decisão final sobre a adoção das tarifas de 25% e 12,5%, cuja entrada em vigor pode ocorrer ainda neste mês.
As audiências fazem parte da investigação comercial conduzida com base na Seção 301 da legislação norte-americana, utilizada pelos Estados Unidos para apurar supostas práticas comerciais consideradas desleais.
Durante os debates, representantes brasileiros defenderão que a aplicação das tarifas provocará prejuízos tanto para exportadores nacionais quanto para empresas e consumidores dos Estados Unidos.
Participam das discussões entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de representantes dos setores de café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual.
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