quinta, 25 de junho de 2026
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PGR PEDE CAUTELA ANTES DE DECIDIR SOBRE POSSÍVEL PUNIÇÃO A BOLSONARO POR ARMA APREENDIDA

VICTOR OLIVEIRA - 25/06/2026 14:42

A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que considera prematuro avaliar eventuais punições ao ex-presidente Jair Bolsonaro em razão da apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma operação de fiscalização da Lei Seca no Distrito Federal.

Em manifestação enviada à Corte, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a conclusão das investigações é necessária para esclarecer as circunstâncias do caso antes de qualquer definição sobre possível descumprimento das regras impostas ao ex-presidente durante o período de prisão domiciliar humanitária.

Segundo o parecer, a caracterização de uma falta disciplinar grave não depende apenas da existência de um fato aparentemente irregular, mas também da análise de seus efeitos jurídicos e de sua relevância no contexto da execução penal. Para a PGR, ainda não há elementos suficientes que permitam concluir que houve violação das condições estabelecidas pela Justiça.

A manifestação foi solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. O magistrado pediu que a Procuradoria se pronunciasse após surgirem questionamentos sobre a possibilidade de a posse de uma arma na residência de Bolsonaro resultar na revogação do benefício da prisão domiciliar.

Ao analisar o tema, Moraes destacou que a Lei de Execução Penal classifica como falta grave a posse indevida de objetos capazes de causar dano à integridade física de terceiros. A legislação prevê que, em determinadas situações, esse tipo de infração pode levar à regressão do regime de cumprimento da pena e até à perda da prisão domiciliar.

Bolsonaro recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar em março, em razão de um tratamento de saúde relacionado a um quadro de broncopneumonia. O benefício tinha duração temporária e estava previsto para encerrar nesta quinta-feira.

Com a investigação ainda em andamento, o STF deverá aguardar a apuração completa dos fatos antes de decidir se haverá alguma consequência jurídica relacionada ao episódio.

Foto: Reprodução

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