quinta, 25 de junho de 2026
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PRÉVIA DA INFLAÇÃO DE JUNHO NA RM SALVADOR DESACELERA E FICA EM 0,28%, A MENOR DO PAÍS

João - 25/06/2026 13:00

Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo IBGE, ficou em 0,28% na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O indicador apresentou desaceleração (aumentou menos) pelo segundo mês consecutivo (havia sido de 1,19% em abril e de 0,69% em maio). O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial do mês, refletindo os preços coletados entre 16 de maio e 16 de junho.

Com a desaceleração, o índice da RM Salvador em junho ficou abaixo do nacional (0,41%) e foi o mais baixo entre os 11 locais pesquisados, empatado com o das RM Rio de Janeiro/RJ e Curitiba/PR (ambas com 0,28%). Por outro lado, as maiores altas foram registradas em Brasília/DF (0,93%), e nas RM Recife/PE (0,53%) e Porto Alegre/RS (0,50%).

Com esse resultado, o IPCA-15 da RMS acumula alta de 3,82% no primeiro semestre de 2026, ficando acima do registrado no Brasil como um todo (3,45%) e sendo o 4º mais alto entre os 11 locais investigados separadamente, abaixo apenas das RM Recife/PE (4,27%), Belém/PA (4,04%) e Fortaleza/CE (3,98%).

O índice acumulado da RM Salvador também foi o maior para um primeiro semestre, na região, em 4 anos, desde 2022, quando havia sido de 6,51%. Já no acumulado nos 12 meses encerrados em junho, o IPCA-15 da RMS está em 4,50% e é apenas o 7º maior entre as 11 áreas pesquisadas. O resultado é inferior ao indicador nacional (4,80%).

O IPCA-15 de junho na Região Metropolitana de Salvador (0,28%) foi resultado de aumentos nos preços de sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados para o cálculo do índice.

O grupo saúde e cuidados pessoais (0,63%) registrou a segunda maior alta e exerceu a maior pressão inflacionária na região, em junho. O aumento se deu, principalmente, por conta dos produtos de higiene pessoal (0,83%), como o perfume (1,55%), além dos produtos farmacêuticos (“remédios”) (0,51%) e do plano de saúde (0,36%).

Habitação (0,58%) registrou o terceiro maior aumento e exerceu a segunda principal pressão inflacionária na RMS em junho, segundo o IPCA-15. A alta do grupo se deu, principalmente, por causa da energia elétrica residencial (2,18%), item que, individualmente, mais puxou o IPCA-15 da região para cima.

Após ter registrado, em maio, o maior aumento mensal em seis anos (2,04%), o grupo alimentação e bebidas (0,19%) teve importante desaceleração em junho, na RMS. O grupo, que tem o maior peso no consumo das famílias, apresentou altas importantes, como as da batata-inglesa (21,70%), mas também quedas relevantes de preço, como as do café moído (-5,00%), frutas (-2,01%) e carnes (-0,73%).

O grupo com a maior alta média de preços na prévia da inflação de junho foi o de vestuário (1,15%), que tem um peso menor na composição do IPCA-15 da RMS. Houve aumentos importantes nas roupas feminina (1,69%) e masculina (1,58%).

Por outro lado, dois grupos registraram deflação (queda média de preços) na prévia da inflação de junho, na RM Salvador: transportes (-0,23%) e artigos de residência (-0,05%).

A queda dos transportes foi influenciada principalmente pelos combustíveis (-1,92%), em especial a gasolina (-1,53%), item que mais segurou o IPCA-15 do mês, e o etanol (-5,21%). Também houve redução de preços no seguro voluntário de veículo (-5,04%). Por outro lado, a importante alta da passagem aérea (12,29%) segurou a deflação geral do grupo.

Já o grupo dos artigos de residência foi influenciado pela redução dos preços dos eletrodomésticos e equipamentos (-0,99%), como o refrigerador (-2,79%).

 

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

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