

A Braskem até agora não conseguiu assegurar o apoio de credores em número suficiente para cumprir o limite legal necessário à chamada recuperação extrajudicial, que planejava pedir até julho.
A resistência à proposta de reestruturação extrajudicial tem a ver com divergências sobre tratamento desigual entre credores e falta de injeção de capital.
Os credores resistem porque acham que a proposta resultaria em tratamento desigual ao longo da estrutura de capital, com detentores de títulos de prazo mais curto recebendo condições mais favoráveis do que credores de prazo mais longo. Alguns credores também manifestaram preocupação com as garantias oferecidas e com a ausência de uma opção para converter dívida em ações, acrescentaram.
Detentores de dívida também reclamam que os acionistas da Braskem não estão aportando dinheiro novo na companhia. Tanto a Petrobras quanto a gestora IG4 têm resistido a injetar mais capital, o que credores suspeitam ocorrer porque ambas temem medidas que poderiam diluir suas participações, disseram as pessoas.
A falta de acordo aumentaria as chances de uma medida mais dura, uma recuperação judicial. As informações são do portal InvestNews, ouvindo pessoas próximas à negociação.