

Cerca de 60 pessoas participaram do 11ª episódio da série Diálogos Ecossistêmicos, que promoveu um diálogo sobre Inteligência Cidadã e os desafios da formação das novas gerações para um mundo cada vez mais complexo, conectado e interdependente. Realizado pela Associação de Mulheres do Mar (AMMAR), o encontro reuniu estudantes, educadores, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil no auditório da Associação Comercial da Bahia (ACB), no bairro do Comércio, em Salvador, no último dia 12 de junho.
O evento contou com a presença online de Paulo Cavalcanti, autor do livro Inteligência Cidadã e presidente da Fundação Paulo Cavalcanti; Cris Santos, diretora executiva da Rede Via Cidadã; Marcleide Pinho, marisqueira, empreendedora e liderança comunitária de Madre de Deus; e Rebeca Barros, embaixadora do Observatório Educacional Municipal do Beiru. Também participaram estudantes da Rede de Protagonistas em Ação de Itapagipe (Reprotai) e da Escola Santa Rita, da Cidade Baixa, além de lideranças de municípios que integram a Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Durante os debates – realizados com base na metodologia Transformar, uma ferramenta educacional da que enfatiza a democracia tendo a natureza como ser de direito -, os participantes destacaram a importância de ampliar os espaços de escuta e participação para fortalecer a democracia e aproximar diferentes grupos sociais dos processos de decisão. As discussões evidenciaram que a construção de uma sociedade mais justa e sustentável passa pelo compartilhamento de saberes, pelo reconhecimento das diversas experiências presentes nos territórios e pelo protagonismo das juventudes na transformação social.
As contribuições das lideranças comunitárias reforçaram a necessidade de valorizar conhecimentos construídos a partir das vivências locais. Representante das marisqueiras, Marcleide Pinho, destacou a importância da presença das mulheres e das comunidades pesqueiras em espaços de diálogo, ampliando a representatividade e levando para o debate experiências ligadas à economia, à segurança alimentar e à preservação dos territórios.
Já os representantes da juventude ressaltaram o papel dos jovens como agentes de mudança. Entre eles, os estudantes Everton Mendes, da Rede de Protagonistas em Ação de Itapagipe (Reprotai), e Luan Xavier, participante da mesma iniciativa, destacaram a importância de discutir temas como cidadania, violência, preconceito e meio ambiente, além de refletir sobre formas de transformar positivamente as comunidades onde vivem. Para eles, o encontro proporcionou uma oportunidade de ampliar conhecimentos, compartilhar experiências e compreender melhor o papel de cada cidadão na construção de uma sociedade mais justa e sustentável.
O professor Joylson dos Santos Filho, da Escola Santa Rita, reforçou que incluir os jovens no centro dos debates significa reconhecer a importância de suas vozes na construção do futuro. A percepção foi compartilhada por Rebeca Barros, que destacou a necessidade de garantir aos jovens voz, vez e participação efetiva nos processos de transformação social.
Para Adriana Muniz, do Conselho de Notáveis da AMMAR e coordenadora da série Diálogos Ecossistêmicos, a expressiva participação da juventude demonstra o potencial da educação cidadã como ferramenta para promover desenvolvimento sustentável e justiça socioambiental. “Ver tantos jovens participando ativamente deste diálogo nos dá a certeza de que estamos semeando uma nova forma de pensar o desenvolvimento dos nossos territórios. Acreditamos que só haverá um futuro verdadeiramente sustentável quando conseguirmos unir cidadania, justiça socioambiental e cuidado com os ecossistemas”, afirmou.
A diretora de Sustentabilidade da AMMAR e coordenadora da série Diálogos Ecossistêmicos, Jacqueline Moreno, destacou que o encontro reafirma a importância do diálogo entre diferentes setores da sociedade na construção de soluções coletivas. “O Diálogos Ecossistêmicos nasce da convicção de que as grandes transformações acontecem quando diferentes vozes se encontram em torno de um propósito comum. Seguimos fortalecendo uma visão de desenvolvimento que respeita a democracia, valoriza os direitos da natureza e reconhece que a prosperidade dos territórios depende da harmonia entre pessoas, cultura e ecossistemas”, concluiu.
A realização da 11ª edição da série de Diálogos Ecossistêmicos contou com o apoio da Rede Via Cidadã, Fundação Paulo Cavalcanti, Associação Comercial da Bahia e Village Itaparica.



