

O senador Jaques Wagner (PT) voltou a defender a construção da Ponte Salvador-Itaparica e afirmou que as críticas ao andamento do projeto partem de pessoas que desconhecem a complexidade técnica da obra. A declaração foi dada nesta quinta-feira (11), durante agenda no Parque de Exposições, em Salvador.
Ao comentar o incidente aéreo envolvendo lideranças da oposição baiana, Wagner afirmou confiar nas investigações e minimizou especulações sobre possíveis repercussões políticas do episódio.
“Eu sou solidário, não vou torcer para ninguém ter acidente. Hoje em dia o espaço aéreo e os táxis aéreos são muito controlados pela ANAC. O melhor a fazer é investigar”, afirmou.
O petista também criticou a exploração política do caso.
“Sinceramente, eu acho que é mais para criar fato político do que realidade. Sou solidário a eles pelo susto, mas acho que é meio papo furado deles”, declarou.
Sobre a Ponte Salvador-Itaparica, Wagner destacou que o projeto exige tecnologias complexas e enfrentou atrasos provocados pela pandemia da Covid-19 e pelo aumento dos custos dos insumos.
“As críticas são de quem não entende como uma obra dessa magnitude demora. Não é uma ponte fácil, com colunas enterradas a 40 ou 50 metros do fundo do mar e uma tecnologia toda avançada”, afirmou.
Segundo o senador, os materiais já estão chegando aos canteiros de obras e a expectativa é que as primeiras estruturas sejam instaladas a partir de julho.
“Conseguimos fazer uma equação para reposicionar o preço da ponte. O material está todo aí, cada hora chega mais material e talvez já no primeiro de julho seja fincada a primeira estaca da ponte paralela”, disse.
Wagner também citou obras executadas pelos governos petistas na Bahia, como o metrô de Salvador, o VLT e unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida, para defender a capacidade de execução do grupo político.
Foto: Rafael Nunes



