

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se reuniu nesta terça-feira (9) com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), para discutir a tramitação da PEC que prevê o fim da escala 6×1. Apesar da articulação do governo federal, o encontro terminou sem definição de uma data para votação da proposta.
A Proposta de Emenda à Constituição foi aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 27 de maio e aguarda despacho da presidência do Senado para começar a tramitar oficialmente na Casa.
O texto reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, além de estabelecer duas folgas remuneradas por semana, adotando o modelo de escala 5×2.
Nos bastidores, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta acelerar a análise da PEC antes do período eleitoral de 2026. A expectativa é de que o texto seja encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima semana.
O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, já sinalizou apoio à tramitação da proposta e afirmou que a PEC principal seguirá separada de um texto alternativo apresentado pela oposição.
A proposta alternativa foi protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e prevê jornada de até 12 horas diárias, com limite semanal de 48 horas, além da possibilidade de acordos individuais ou coletivos entre empresas e trabalhadores.
Os senadores Romário (PL-RJ), Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Cleitinho (Republicanos-MG) chegaram a assinar o texto alternativo, mas tentaram retirar o apoio após repercussão negativa nas redes sociais. Os pedidos, porém, foram rejeitados pelo Senado.
Entre os nomes cotados para relatar a PEC está o ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE), mas a definição ainda depende de Davi Alcolumbre.
Enquanto aguarda avanço no Senado, o Palácio do Planalto mantém articulações políticas na Câmara dos Deputados para ampliar a pressão sobre a cúpula do Congresso e acelerar a tramitação da matéria.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado