

O governo federal avalia a conversão de 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima, como parte de uma estratégia para reforçar o combate ao crime organizado no sistema carcerário brasileiro.
A informação foi apresentada nesta terça-feira (9) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, durante audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.
Segundo a pasta, um levantamento técnico identificou essas unidades como as mais relevantes na estrutura das organizações criminosas atuantes no país. Os dados indicam que os estabelecimentos concentram parcela significativa da população carcerária ligada a grupos criminosos e grande parte das lideranças de facções mapeadas pelos órgãos de inteligência penitenciária.
A proposta prevê que essas unidades sejam adaptadas ao modelo de presídio de segurança máxima já adotado no sistema federal, com ampliação do uso de tecnologia, controle rigoroso de acesso e reforço de protocolos de segurança.
De acordo com o Ministério da Justiça, a ideia inicial era construir novas unidades em todos os estados, mas o plano foi revisto para priorizar a modernização de estruturas já existentes.
O ministro Wellington Lima e Silva afirmou que a medida busca reduzir a influência de organizações criminosas a partir do isolamento de lideranças dentro do sistema prisional.
O projeto ainda está em fase de avaliação e deverá passar por estudos técnicos e ajustes antes de eventual implementação em larga escala.
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