

Lideranças políticas da Bahia intensificaram as críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o anúncio de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Integrantes do PT e aliados do governo federal passaram a associar a medida à recente viagem do parlamentar aos EUA e adotaram o apelido “Tariflávio” nas redes sociais.
A deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) afirmou que as viagens da família Bolsonaro aos Estados Unidos têm provocado prejuízos econômicos ao Brasil. Em publicação nas redes sociais, ela relacionou o aumento das tarifas e críticas ao sistema Pix à aproximação entre Flávio Bolsonaro e o presidente norte-americano Donald Trump.
“Toda vez que a família miliciana vai aos EUA, sobra uma conta absurda para os brasileiros, além de prejuízos para as nossas empresas. O novo tarifaço estadunidense e os ataques ao Pix são frutos da visitinha de Flávio Bolsonaro e seus amigos lesa pátria ao presidente americano”, escreveu.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) também criticou o posicionamento dos bolsonaristas e saiu em defesa do Pix, classificando o sistema de pagamentos como símbolo da soberania nacional.
“O PIX É DO BRASIL! Após visita de membros da família Bolsonaro aos EUA, o presidente dos EUA volta a atacar a soberania brasileira com um novo tarifaço e críticas ao nosso Pix. O Brasil é independente e não será capacho de ninguém”, afirmou.
Já o deputado federal Jorge Solla (PT-BA) acusou a família Bolsonaro de favorecer interesses internacionais ligados às grandes operadoras de cartão de crédito em detrimento do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.
Em tom crítico, o parlamentar utilizou a expressão “Tariflávio Bolsomaster” para ironizar o episódio.
O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, também responsabilizou o senador bolsonarista pelo agravamento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, a postura da família Bolsonaro representa ameaça à soberania nacional e pode provocar impactos econômicos negativos ao país.
“Na semana passada, Flávio bateu palma para os EUA interferirem na nossa Segurança Pública. Hoje, o governo Trump responde com um tarifaço de 25%. Até onde a família Bolsonaro é capaz de agir contra o Brasil para atender seus próprios interesses?”, questionou.
Éden ainda afirmou que os ataques norte-americanos agora atingem o Pix e a proteção da privacidade digital, além de defender que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atua na defesa da soberania brasileira diante das pressões internacionais.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil



