

O governo federal publicou na noite desta sexta-feira (29) o decreto que detalha o bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no orçamento deste ano. Somando ao bloqueio anteriormente realizado, a limitação em 2026 totaliza R$ 23,7 bilhões. Os ministérios mais afetados pela medida são os da Defesa, das Cidades e da Educação, que concentram maior parte dos cortes.
Um bloqueio no orçamento é como um “freio de emergência” temporário nas finanças do governo. Ele acontece quando os gastos obrigatórios, como pagamento de aposentadorias, sobem mais do que o esperado. Quando isso acontece, o governo precisa reter parte do dinheiro de gastos não essenciais, como obras, para não ultrapassar o limite de gastos permitido.
Veja os ministérios que mais sofreram com o bloqueio:
Além dos ministérios, o bloqueio alcançou as emendas parlamentares em R$ 4,9 bilhões. As despesas discricionárias do Poder Executivo, aquelas destinadas ao custeio da máquina pública e a investimentos, sofreram uma contenção de R$ 18,7 bilhões.
Por outro lado, os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e da Justiça e Segurança Pública ficaram de fora da medida e não tiveram recursos bloqueados em seus orçamentos.
Por que os gastos foram bloqueados
O bloqueio acontece por conta do limite de gastos do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023. Pela norma:
Para calcular a necessidade de bloqueio no orçamento, o governo fez uma nova estimativa das receitas e despesas que serão feitas até o fim deste ano.
Foto: Ana Volpe/Agência Senado
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula