

A eleição deste domingo (4) provocou uma renovação de 23,1% na bancada da Bahia na Câmara dos Deputados e deixou pelo caminho nomes tradicionais da política baiana que buscavam permanecer ou retornar ao Congresso. Entre os principais derrotados estão Lídice da Mata (PSB), Arthur Maia (União), Bacelar (PV) e Paulo Magalhães (PSD).
Lídice da Mata, uma das figuras de maior peso histórico entre os candidatos, não conseguiu renovar o mandato. A deputada acumula passagens pela Câmara dos Deputados, pelo Senado, pela Assembleia Legislativa da Bahia e pela Prefeitura de Salvador, além de uma longa trajetória na política estadual.
Paulo Magalhães (PSD), que também tentava permanecer em Brasília, ficou de fora da lista dos 39 eleitos pela Bahia. O parlamentar tinha uma das trajetórias mais longas entre os integrantes da atual bancada e não conseguiu votos suficientes para garantir mais quatro anos na Câmara.
A disputa também impediu o retorno de Cacá Leão (PP), ex-secretário de Governo da Prefeitura de Salvador, que deixou o cargo neste ano para tentar novamente uma vaga na Câmara. A candidatura contou com articulação política e apoio da vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT), mas o ex-deputado não alcançou uma das cadeiras destinadas ao estado.
Outro nome conhecido que ficou fora foi Jorge Araújo (PP), que havia deixado a Câmara Municipal de Salvador para disputar uma vaga como deputado federal. Com a derrota, a tendência é que ele retorne à política municipal.
Marcelo Nilo (Republicanos), que também buscava uma vaga na Câmara, igualmente não conseguiu se eleger. O ex-deputado chegou a reassumir temporariamente o mandato federal durante o ano, mas não obteve votos suficientes para permanecer no Congresso a partir da próxima legislatura.
PT também perde nomes de peso
A renovação atingiu ainda duas das principais lideranças do PT no interior da Bahia. Zé Neto, que estava em seu segundo mandato consecutivo na Câmara, não conseguiu a reeleição.
Principal liderança petista de Feira de Santana, o deputado já disputou cinco vezes a Prefeitura do município e manteve protagonismo na política da segunda maior cidade da Bahia, mas não garantiu uma das 39 vagas destinadas ao estado.
Waldenor Pereira (PT) também ficou fora da próxima legislatura. Ex-reitor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e liderança do partido em Vitória da Conquista, o deputado tentava renovar o mandato, mas terminou a disputa sem uma cadeira entre os eleitos.
Apesar da saída desses nomes, parte significativa da atual bancada conseguiu permanecer em Brasília. Arthur Maia (União Brasil) e Bacelar (PV), por exemplo, foram reeleitos e continuarão na Câmara na próxima legislatura.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados