

As eleições presidenciais realizadas neste domingo (4) no Brasil ganharam destaque na imprensa internacional, que abordou temas como a polarização política, a crise envolvendo o Banco Master e os temores de uma possível interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro.
O jornal norte-americano The New York Times afirmou que a votação pode “definir o futuro da América Latina” e citou preocupações relacionadas a uma eventual interferência do governo de Donald Trump nas eleições brasileiras. O veículo também destacou o impacto da crise do Banco Master sobre o cenário político e mencionou o envolvimento de diferentes figuras públicas no caso, entre elas o senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Um amplo escândalo de corrupção envolvendo boa parte da elite política e do Judiciário — incluindo o próprio Flávio Bolsonaro — esfriou o ânimo dos eleitores”, afirmou o jornal ao abordar a crise.
Economist destaca polarização
A revista britânica The Economist adotou um tom mais crítico ao descrever a disputa presidencial. Em uma análise sobre o cenário eleitoral, a publicação definiu a escolha deste domingo como uma disputa entre um “herdeiro político em busca de vingança” e um “esquerdista fragilizado pela idade”.
A avaliação da revista também relacionou a disputa à polarização política e às perspectivas econômicas do país, em uma eleição marcada pelo confronto entre diferentes projetos políticos.
El país destaca divisão entre eleitores
O jornal espanhol El País também destacou a polarização entre os eleitores brasileiros e comparou o atual cenário ao das últimas eleições presidenciais.
“Embora os protagonistas não sejam os mesmos do último pleito, a polarização se mantém. Aos 80 anos e em busca de um quarto mandato, Lula afirma que o eleitor deve escolher ‘entre a democracia e a barbárie’”, escreveu o jornal.
A publicação também apontou que a campanha de Flávio Bolsonaro foi marcada por uma disputa apresentada em termos de “Bem contra o Mal” e mencionou as investigações envolvendo o senador, além de seu apoio entre eleitores conservadores e antipetistas.
“Apesar de os dois favoritos apresentarem projetos antagônicos para o país e estarem empatados nas pesquisas há meses, o clima é de apatia. É improvável, embora não seja impossível, que a eleição presidencial seja definida matematicamente já na noite deste domingo.”
Foto: Mauro Pimentel e Sergio Lima/AFP