

A empresa dos Estados Unidos, Rivaz, que atua da mineração de lítio à fabricação de ônibus elétricos, estuda produzir 200 mil toneladas de lítio e quer construir uma refinaria em Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará.
Em entrevista ao site Movimento Econômico, o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Afrânio Feitosa, se mostrou empolgado com a visita – nesta quarta-feira (30) – da comitiva da companhia, com sede em Pasadena, na Califórnia. “Eles estão vindo atraídos pelo que nós temos de lítio aqui na nossa região”, disse o gestor.
O encontro teve a presença de Ranieri Almeida, diretor-geral da empresa no Brasil, Michael Ji, CEO nos EUA e Eduardo Rebelo, coordenador de Geologia.
O lítio é um dos minerais-chave da transição energética. Seu principal uso é na fabricação de baterias recarregáveis, presentes em carros e ônibus elétricos, celulares e notebooks, e também em sistemas de armazenamento de energia solar e eólica. O metal ainda é usado em cerâmicas, vidros e lubrificantes. O interesse pelo mineral cresce com a demanda por eletrificação.
Unidade de produção
De acordo com Afrânio, a empresa quer instalar a refinaria no Ceará e, especificamente, em Quixeramobim. “Eles querem colocar uma refinaria de lítio aqui no Brasil, no Estado do Ceará e especificamente em Quixeramobim”, afirmou. Se confirmada, seria a primeira refinaria de lítio do Nordeste. O Brasil já possui uma planta química da Companhia Brasileira de Lítio (CBL), localizada em Divisa Alegre, em Minas Gerais, que produz compostos de lítio, como carbonato e hidróxido de lítio.
O secretário disse que a Rivaz ainda está elaborando o plano de negócios. “Eles estão fazendo o business plan, estão identificando áreas”, explicou. Ele acrescentou que, pelo volume projetado, o investimento tende a ser alto, tanto na exploração quanto na indústria de refino.
Foto: Rivaz/Divulgação