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OUTUBRO ROSA: BAHIA DEVE TER 4.480 NOVOS DIAGNÓSTICOS DE CÂNCER DE MAMA EM 2026

João - 29/09/2026 13:21

Tipo de tumor mais incidente em mulheres de todas as regiões do Brasil, o câncer de mama deve registrar 78.610 novos diagnósticos no país em 2026, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Na Bahia, a estimativa é de 4.480 novos diagnósticos da doença, sendo 1340 em Salvador. O Outubro Rosa, campanha mundial de combate ao câncer de mama, busca promover informação sobre a doença e conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce, do autocuidado e dos hábitos saudáveis.

“A informação é uma grande aliada na prevenção e no combate ao câncer de mama, um tumor que tem 95% de chance de cura quando diagnosticado precocemente e tratado adequadamente”, destaca o oncologista Daniel Brito, da Oncoclínicas.

O rastreamento do câncer de mama através da mamografia anual para mulheres a partir dos 40 anos até os 74 é a recomendação conjunta da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) – em parceria com o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).

“A mamografia é capaz de detectar lesões muito iniciais e nódulos que ainda não são palpáveis, permitindo que o câncer de mama seja diagnosticado em fases mais precoces, quando as chances de cura são maiores. Por isso, é um exame essencial para o rastreamento da doença”, afirma a oncologista Luciana Landeiro, da Oncoclínicas.

“Começar a fazer a mamografia anual aos 40 anos contribui para reduzir a mortalidade por câncer de mama”, reforça o oncologista Daniela Barros, da Oncoclínicas. Segundo consenso da FEBRASGO, SBM e CBR, o rastreamento aos 40 anos reduz em 25% a mortalidade em 10 anos.

Quando a paciente tem histórico familiar de câncer de mama, a idade indicada para iniciar o rastreamento e a periodicidade dos exames devem ser orientados pelo médico, de acordo com seu risco individual e o próprio histórico da doença na família. “Apesar da hereditariedade ser um dos fatores de risco para casos de câncer, a genética familiar representa um percentual relativamente baixo de todos os diagnósticos da doença”, afirma o oncologista Bruno Protásio, da Oncoclínicas. Entre 5 e 10% dos casos de câncer são atribuídos a fatores hereditários, quando uma mutação genética transmitida de geração para geração aumenta as chances de uma pessoa desenvolver a doença.

A prevenção primária através de hábitos saudáveis é uma grande aliada no combate ao câncer de mama. “A exposição a fatores de risco como tabagismo, sedentarismo, obesidade, sobrepeso,  consumo excessivo de bebida alcoólica e consumo regular de alimentos ultraprocessados favorece o desenvolvimento de diversos tipos de câncer ”, explica a oncologista , Camila Chiodi, da Oncoclínicas.

Até metade de todos os casos de câncer poderiam ser evitados com a adoção de um estilo de vida saudável, segundo o INCA e o World Cancer Research Fund (WCRF). “Ajustar hábitos modificáveis é uma forma de prevenção de inúmeras doenças, inclusive do câncer. Isso inclui ter atividade física regular, manter-se no peso adequado, ter alimentação equilibrada, não fumar, evitar alimentos ultraprocessados, limitar o consumo de carne vermelha e de bebidas alcoólicas”, finaliza a oncologista Hamanda Nery, da Oncoclínicas

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