

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 45,8% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 43,4%, segundo a nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (23).
Na rodada anterior, divulgada em 17 de setembro, Lula tinha 44,1% e Flávio, 41,7%. Os dois avançaram 1,7 ponto percentual no período, mantendo a diferença nominal entre eles em 2,4 pontos. A margem de erro do levantamento é de um ponto percentual, para mais ou para menos.
Renan Santos (Missão) aparece em terceiro lugar, com 4,5%, seguido por Augusto Cury, com 2,1%. Ronaldo Caiado tem 1,3% e Romeu Zema, 0,9%. Outros candidatos somam 0,8%. Brancos e nulos são 0,7%, e 0,5% não souberam responder. A nova rodada reforça a concentração da disputa nos dois principais candidatos. Lula e Flávio somam 89,2% das intenções de voto no primeiro turno.
Segundo turno segue empatado
Em uma eventual disputa direta, Lula aparece numericamente à frente de Flávio, com 47,7% contra 47,4%. A diferença de 0,3 ponto percentual está dentro da margem de erro. Na pesquisa de 17 de setembro, Lula tinha 46,8% e Flávio aparecia no mesmo patamar registrado agora, com 47,2% segundo a divulgação pública da rodada anterior. O cenário já era de empate técnico. No entanto, numericamente, Lula passa novamente à frente do senador.
A nova pesquisa foi realizada depois do anúncio do reajuste de 15% no Bolsa Família. O governo elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691, com início dos novos pagamentos previsto para outubro. O decreto foi publicado em 17 de setembro.
Desaprovação oscila para baixo
A pesquisa também mostra pequena melhora na avaliação presidencial. A desaprovação de Lula passou de 54% para 53% entre as duas rodadas, enquanto a aprovação permaneceu em 45%. O movimento ocorre em paralelo a uma melhora em indicadores sobre a situação financeira das famílias medidos pela própria AtlasIntel.
Na pesquisa de 17 de setembro, 40% dos entrevistados afirmavam que havia faltado dinheiro no fim do mês. Agora, esse percentual caiu para 34%. No sentido contrário, cresceu a parcela que disse ter conseguido guardar dinheiro: eram 31,5% na rodada anterior e agora são 36%.
Mesmo assim, o custo dos alimentos continua sendo apontado como a principal pressão sobre o orçamento doméstico. Para 44,2% dos entrevistados, o preço da comida é o fator que mais pesa negativamente sobre a situação financeira da família.
Já o percentual que cita dívidas e juros caiu de 33,5% para 25%. Nos últimos meses, o governo federal colocou em prática uma nova rodada de renegociação de dívidas para famílias com renda de até cinco salários mínimos. O Novo Desenrola permitiu descontos de até 90%, juros de até 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 vezes. O prazo terminou em 31 de agosto.
A pesquisa, no entanto, não permite atribuir diretamente a melhora da percepção financeira ao programa. A AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.015 pessoas entre 17 e 22 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04739/2026.
Foto: Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado