

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos que somam R$ 466,4 milhões para projetos de educação e saúde em cinco municípios brasileiros: São Paulo (SP), Rio Branco (AC), Contagem (MG), Rio Grande (RS) e Joinville (SC).
Os recursos, provenientes do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis), serão usados em obras envolvendo creches, escolas e outros equipamentos educacionais, bem como na aquisição de ônibus escolares e na modernização da infraestrutura do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Fiis é administrado por um Comitê Gestor coordenado pela Casa Civil da Presidência da República, com participação dos ministérios da Educação, Fazenda, Justiça e Segurança Pública e Saúde, além do BNDES. Do total aprovado, R$ 346,5 milhões serão destinados à infraestrutura de educação em São Paulo, Rio Branco, Contagem e Rio Grande.
Outros R$ 119,9 milhões financiarão investimentos em saúde em Joinville e também Rio Grande. A maior operação é a de São Paulo, no valor de R$ 250 milhões, para a construção de dois Centros Educacionais Unificados (CEUs).
“O Fiis viabiliza investimentos sociais de longo prazo. Os financiamentos estão direcionados à infraestrutura pública de educação e saúde, incluindo escolas, creches e vagas na rede de ensino, além de unidades de atenção básica, urgência, reabilitação e saúde mental”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Criado em 2024 pela Lei 14.947, o Fiis reúne recursos para financiar investimentos em infraestrutura social, com foco em áreas como educação, saúde e segurança pública. Em 2026, estão previstos R$ 28,5 bilhões em recursos federais para operações reembolsáveis de infraestrutura social em todo o país.
O comitê é responsável por lançar chamadas públicas para selecionar os projetos que serão financiados, que podem ser apresentados entes públicos ou privados que atendam aos critérios de elegibilidade. “O Fiis é mais um instrumento para acelerar projetos que influenciam a vida das pessoas, como novas creches, escolas, unidades de saúde e equipamentos públicos”, afirmou Roberto Garibe, secretário especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.