

As exportações brasileiras de chocolate cresceram em mercados estratégicos, como Chile, Uruguai, Estados Unidos e Reino Unido. Entre 2021 e 2025, esses países importaram US$ 227,6 milhões em produtos brasileiros do segmento, segundo estudo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), elaborado com apoio da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB).
O levantamento analisa as oportunidades e as exigências para a entrada de chocolates e produtos com cacau nesses quatro mercados, considerados prioritários para o setor.
Exportações avançam
O Chile foi o principal destino entre 2021 e 2025, com US$ 91,7 milhões em exportações brasileiras. Em seguida aparecem o Uruguai, com US$ 77,2 milhões, e os Estados Unidos, com US$ 56,8 milhões.
Em 2025, os quatro mercados aumentaram as compras de chocolate brasileiro. O Reino Unido registrou a maior alta, de 40,8%, seguido por Uruguai (27,9%), Estados Unidos (17,9%) e Chile (17,2%).
Oportunidades para empresas brasileiras
Chile e Uruguai têm tarifa de importação de 0% para os produtos avaliados, devido aos acordos comerciais vigentes no âmbito do Mercosul.
Já Estados Unidos e Reino Unido apresentam oportunidades para chocolates de maior valor agregado, como produtos especiais e da categoria bean-to-bar, além de marcas que valorizem a origem do cacau, a sustentabilidade, a rastreabilidade e a qualidade.
Nos Estados Unidos, o estudo aponta potencial para produtos gourmet, cujo consumo tende a ser mais influenciado pela qualidade, procedência do cacau e experiência oferecida do que pelo preço.
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