

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez duras críticas à corrupção no Poder Judiciário durante a discussão sobre os procedimentos adotados em processos relacionados ao caso Banco Master.
Ao defender regras uniformes para situações semelhantes, Dino afirmou que os casos de irregularidades no sistema de Justiça se tornaram mais numerosos nas últimas décadas. Segundo ele, o STF deve evitar tratamentos diferentes quando os fatos analisados forem equivalentes.
“Não vamos ter dois pesos e duas medidas”, afirmou o ministro, ao defender que processos semelhantes sigam os mesmos critérios e procedimentos.
Dino também citou situações consideradas graves envolvendo integrantes do Judiciário e afirmou que problemas semelhantes existem em outras instituições ligadas à Justiça. Ele mencionou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Ministério Público e a advocacia.
Durante a manifestação, o ministro relembrou o início de sua carreira na magistratura, em 1994. Segundo Dino, naquela época os casos de corrupção envolvendo magistrados eram menos numerosos e os responsáveis eram conhecidos.
A declaração ocorreu durante uma questão de ordem apresentada no STF em meio ao debate sobre a condução de procedimentos relacionados ao caso Banco Master, que envolve, entre outros personagens, o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Para Dino, a adoção de critérios uniformes é necessária para garantir coerência e isonomia na atuação da Corte diante de casos semelhantes.
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