

A Polícia Federal (PF) encontrou na churrasqueira da casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) um rascunho com o título “Câmara”, nomes de parlamentares e números acompanhados de possíveis valores, que havia sido entregue a funcionária para ser queimado. O rascunho foi encontrado em busca na residência de Nogueira em Brasília, em maio deste ano, como parte da 5ª fase da Operação Compliance Zero, ligada ao caso Master.
Entre os documentos, a equipe policial encontrou um rascunho com o título “Câmara”, seguido de vários nomes que, segundo a PF, podem corresponder a parlamentares, inclusive de dois deputados baianos: Elmar (Elmar Nascimento) e Adolfo (Adolfo Viana).
Aparecem também, os nomes de Hugo (Hugo Motta); Luizinho (Doutor Luizinho), e Isnaldo (Isnaldo Bulhões), entre outros ainda não identificados. Ao lado de cada nome, há números e, em seguida, provavelmente valores, o que segundo a PF carece de esclarecimento.
Segundo a PF, durante as buscas, foram localizados documentos do senador dentro da churrasqueira da casa. Na ocasião, a funcionária Débora informou à equipe que os papeis foram entregues a ela pelo senador para que fossem queimados, supostamente por se tratar de documentos antigos e sem serventia, o que não foi feito por falta de tempo hábil por parte da funcionária doméstica.
Os detalhes da ação vieram a público após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tirar o sigilo das investigações. A PF suspeita que o senador tenha usado o mandato para beneficiar Daniel Vorcaro, dono do extinto Master. Em outros documentos, a PF afirma que Vorcaro custeou diversas viagens internacionais do senador entre 2024 e 2025. Ciro Nogueira nega ter mantido relações ilegais com o banqueiro. Com informações do Valor Econômico.