

O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) convocou uma coletiva de imprensa emergencial nesta quinta-feira (10) para rebater as acusações atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro em uma proposta de delação premiada relacionada ao Banco Master.
Durante a coletiva, o ex-prefeito de Salvador classificou o conteúdo como “completamente absurdo” e afirmou que decidiu se manifestar para esclarecer as informações e retomar a agenda de campanha.
“É uma coisa absurda e fantasiosa”, declarou.
Segundo relatos atribuídos a Vorcaro e divulgados pelo UOL, ACM Neto e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, teriam atuado para aproximar o Banco Master de institutos de previdência e outros investidores institucionais. O banqueiro teria relatado ainda o pagamento de uma comissão de 10% sobre os valores captados.
As acusações fazem parte de uma proposta de delação atribuída a Vorcaro e, até o momento, não representam comprovação dos fatos relatados.
Na coletiva, ACM Neto afirmou que já havia se colocado à disposição das autoridades em março deste ano, após as primeiras informações relacionadas ao Banco Master.
O candidato disse que, no período citado, não exercia função pública e que os serviços prestados foram formalizados por meio de contratos e notas fiscais.
“Todos os serviços foram prestados da forma mais transparente possível, com contrato e nota fiscal”, afirmou.
Neto também mencionou os oito anos em que esteve à frente da Prefeitura de Salvador e afirmou não responder a processos que questionem sua atuação na vida pública.
ACM Neto afirmou que, até o momento, não recebeu nenhuma solicitação do Ministério Público, da Polícia Federal ou do Judiciário relacionada às acusações.
“Não houve nenhuma demanda por parte do Ministério Público, Polícia Federal ou Judiciário e reitero que estou completamente à disposição”, declarou.
Entre os relatos atribuídos a Vorcaro está a existência de uma suposta “conta corrente” gerencial no Banco Master para acompanhar valores que seriam devidos a ACM Neto e Rueda. O conteúdo também menciona contratos com empresas ligadas ao candidato.
Neto sustenta que sua atuação ocorreu quando não ocupava cargo público e que as relações profissionais foram formalizadas por contratos e notas fiscais.
A proposta de delação atribuída a Vorcaro ainda depende de análise das autoridades e não teve seu conteúdo validado judicialmente.
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