

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1 pode ter sua votação concluída no Senado entre o primeiro e o segundo turno das eleições. A possibilidade é discutida pela cúpula do Congresso Nacional.
Para chegar à etapa final, a proposta ainda precisa ser aprovada pelo plenário do Senado Federal em dois turnos. O texto avançou nesta semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
Antes da análise na comissão, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), haviam indicado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que seria difícil concluir a tramitação da matéria antes das eleições.
Apesar disso, os dois parlamentares assumiram o compromisso de trabalhar para que a proposta avance até sua votação definitiva no Congresso.
Com a aprovação na CCJ, a PEC precisa cumprir o prazo regimental de cinco sessões do plenário antes de ficar apta a ser analisada pelos senadores em dois turnos.
Caso consiga os votos necessários, a proposta poderá seguir para a Câmara dos Deputados, onde ainda precisará passar pelas etapas de discussão e votação previstas para uma PEC.
O tema ganhou espaço na agenda política nacional por propor mudanças na atual organização da jornada semanal de trabalho, especialmente no modelo em que o trabalhador atua durante seis dias e folga um.
Nas últimas semanas, Lula também retomou uma relação mais próxima com Alcolumbre. A interlocução com Hugo Motta, por sua vez, já vinha sendo considerada mais próxima.
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado



