quinta, 03 de setembro de 2026
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BILIONÁRIO BRASILEIRO PODE INVESTIR EM SAF DO BOTAFOGO; ENTENDA

Hugo Leite - 03/09/2026 18:30

O empresário e produtor de cinema João Moreira Salles, em entrevista ao canal Arena Alvinegra, admitiu a possibilidade de investir na SAF do Botafogo, que será comandada pela GDA Luma, de Gabriel de Alba. A família Moreira Salles é uma das principais acionistas do banco Itaú.

Um dos caminhos para se tornar acionista (minoritário) diz respeito ao projeto da base para o Espaço Lonier, que foi costurado ainda na gestão de John Textor. Em 2022, quando cedeu o local para utilização do Botafogo, o empresário ofereceu duas opções: percentual na SAF ou o pagamento da dívida do clube aos irmãos Moreira Salles.

“A gente precisa entender quem está chegando, qual é o projeto de quem está chegando, se a pessoa que está chegando topa essas condições, que são as mesmas que a gente propôs para o Textor, que a gente proporia para o de Alba… Se tudo isso estiver alinhado, a gente para para pensar. O Botafogo continua sendo muito importante para mim e será sempre importante para mim, portanto eu quero que o Botafogo possa cumprir o seu potencial. E o potencial do Botafogo será cumprido pela base, então estou disponível para conversa”, disse.

Além da ajuda com o Espaço Lonier, João Moreira Salles participou também da elaboração do projeto para o Botafogo virar SAF. Porém, ele nunca participou da gestão e, em entrevista, explicou o motivo. O empresário entende que o futebol deve ser administrado por profissionais do setor e não apenas por torcedores com capacidade financeira.

“Para a gente estava claríssimo, sempre esteve claríssimo, continua claríssimo: a gente não quer se envolver com a gestão do Botafogo. Por uma razão muito simples: o Botafogo não precisa de amadores, e nós seríamos amadores no futebol. O que a gente entende? Eu sou um cara que vai ao jogo e torce, entende? E de vez em quando acho que o técnico escalou bem e a gente toma de 3 a 0. O que eu entendo de futebol? Muito pouco, eu entendo mais da torcida do Botafogo do que do time do Botafogo. E de gestão de clube, então, rigorosamente nada”, disse Salles.

“Essa ideia de que você traz duas pessoas simplesmente porque gostam do Botafogo e têm recursos, essas pessoas são as pessoas certas para tocar o Botafogo é um equívoco, é um equívoco perigoso. Não acreditem nisso não. O que a gente precisa é de gestores competentes, de empresários, de pessoas que saibam organizar esse carnaval, nós não sabemos. O que a gente podia fazer pelo Botafogo é oferecer um projeto de base, porque aí tem uma pessoa, pelo menos os dois, que entende disso [Walter], porque viveu isso intensamente por 10, 12 anos, fez muitas amizades, tem muitos interlocutores qualificados no Brasil e fora do Brasil e esse projeto podia ser oferecido. É mais um projeto de educação do que um projeto esportivo, porque o projeto esportivo ficaria por conta dos profissionais do esporte”.

“Acho que a gente participaria da SAF via Lonier, via base, entendeu? Porque o nosso investimento, que não seria um investimento pequeno, porque a gente iria construir toda a estrutura, se converteria em participação da SAF, o que nos daria um voto no conselho. Seria isso, mas sempre minoritário. É muito importante deixar isso muito claro. O Waltinho é muito competente no que faz, e é bom que ele continue fazendo o que ele faz, é importante para o cinema brasileiro, para a cultura brasileira. Eu sei fazer as minhas coisas também, e eu preciso continuar a fazê-las”, afirmou o executivo.

“Eu não vou suspender a minha vida para me lançar numa aventura na qual eu sei tanto quanto essa caneca aqui. Então, é uma bobagem isso. Por amor ao Botafogo, eu não quero ser dono do Botafogo. Eu quero continuar a torcer pelo Botafogo, e se eu soubesse que o Botafogo estava sendo tocado por mim, eu não ia mais conseguir torcer pelo Botafogo, porque eu saberia que a gente ia caminhando rapidamente para o abismo”, concluiu.

Foto: Reprodução.

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